O mercado de locação de imóveis residenciais na cidade de São Paulo registrou aumento médio de 0,9% em julho deste ano, frente aos valores de aluguel de junho. Em comparação com os preços de 12 meses atrás, a alta acumulada no período totaliza 9,81%, percentual bem superior ao da elevação dos preços. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o índice oficial de inflação, subiu 4,5% entre agosto de 2008 e julho de 2009.

Segundo levantamento realizado pelo Secovi-SP, foi observado acréscimo nos aluguéis em quase todos os tipos de imóveis, sendo o maior crescimento nos valores de locação das unidades de dois dormitórios - 1,2%. O segmento de três quartos teve suas locações reajustadas em média 0,9% em julho, relativamente aos valores de junho. Já os aluguéis das moradias de um dormitório ficaram praticamente estáveis.

Em julho, o aluguel por m2 de um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, variava entre R$ 11,47 e R$ 11,83. Portanto, uma moradia de 90 m2, com essas características, poderia ter sido alugada no mês passado por algo entre R$ 1.032,00 e R$ 1.065,00.

A Região Sul - zona A, em bairros como Jardins, Moema e Vila Mariana, tinha nas locações de residências de três dormitórios faixa de valores por m2 de R$ 16,39 a R$ 22,12. Assim, um imóvel com área próxima de 150 m2 na região teria aluguel variando de R$ 2.458,00 a R$ 3.318,00.

Casas e sobrados foram alugados mais rapidamente em julho do que os apartamentos. Eles registraram um Índice de Velocidade de Locação (IVL) - indicador que mede o número médio de dias que um imóvel demora para ser locado - de 11 a 29 dias. Os apartamentos demoraram um pouco mais: entre 18 e 38 dias. O resultado médio do mercado ficou em 13 dias para imóveis bem localizados e em bom estado de conservação.

Garantia - A participação por tipo de garantia sofreu pouca alteração em relação a junho. O fiador foi a modalidade mais utilizada na amostra de imóveis analisada pelo sindicato e apareceu em aproximadamente metade (49,5%) dos contratos locatícios, enquanto o depósito, em 31% das moradias alugadas. O seguro-fiança foi o instrumento jurídico garantidor da locação de 19,5% das residências.